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segunda-feira, 19 de março de 2012

Relação Cêntrica, Máxima Intercuspidação Habitual e Relação de Oclusão Cêntrica. Saiba a Diferença!

Pessoal, resolvi hoje fazer uma postagem dizendo o que seria Relação Cêntrica, pois sinto que algumas pessoas tem dificuldade em assimiliar Relação Cêntrica com Máxima Intercuspidação Habitual.

A Relação Cêntrica á a posição que a mandíbula é conduzida a posição mais retrusiva em
relação ao maxilar superior, fazendo com que os seus côndilos se acomodem o
mais intimamente possível no interior das respectivas cavidades articulares.
Nesta posição toda e qualquer movimentação de abertura e fechamento, dentro
de certos limites, promove um descolamento ao redor de um eixo único, que
poderá atravessar simultaneamente ambos os côndilos. Isso é importante, pois
na maioria dos casos é reproduzível. A proteção, estabilidade e reprodução da
relação cêntrica são facilitadas pelos mecanismos neuromusculares,
especialmente os proprioceptores. Os proprioceptores possuem “registros” das
trajetórias de fechamento em cêntrica, que foram alteradas por mudanças na
oclusão.



Quando existem contatos prematuros em RC, o SNC (Sistema Nervoso Central) , através dos
proprioceptores, programa uma posição distante da RC e que resulta na MIH
diferente da RC. O objetivo do SNC é evitar a contração e estiramentos
prolongados que resultam do contato prematuro, porém a contração adicional
dos músculos para evitar o contato prematuro e manter a mandíbula “fora da
cêntrica” é tão patológico quanto o fechamento forçado em relação cêntrica.
A relação cêntrica é a única das cêntricas reproduzível e estável com a
presença ou a ausência de dentes. A reproduzibilidade indica que as estruturas
que limitam a posição estão num estado de saúde. Não é normal reproduzir
uma posição quando os músculos e ligamentos se encontram espásticos. A
reprodução é indispensável para equilibrar a oclusão, pois uma oclusão
equilibrada estabiliza os componentes intra-articulares.
Em casos de grandes reabilitações oclusais, o desenvolvimento do
padrão oclusal é feito ao nível da relação cêntrica. Pesquisas têm demonstrado
que o individuo volta a mastigar ao nível da oclusão cêntrica, mesmo que seus
dentes tenham sido montados ou reconstituídos ao nível da relação cêntrica.
Apesar de ser um movimento conduzido, apresenta um limite de
afastamento da mandíbula em relação ao maxilar. A abertura não deve ir além
de 2,5 cm ao nível dos incisivos.

O relacionamento dental na relação cêntrica se constitui apenas num
contato entre vértice e vertente de dentes antagonistas ou mesmo de vertentes
entre si.Quando os dentes se tocam em relação cêntrica este contato deve ser
bilateral e simultâneo de tal forma que as forças sejam transferidas dos dentes
para o periodonto com a mesmo intensidade e no mesmo momento.
Durante o sono o indivíduo deglute e leva, freqüentemente, a relação
cêntrica.Esta posição, durante a deglutição, é conseguida pela contração das
fibras médias e posteriores do músculo temporal, levando o côndilo de
encontro à fossa mandibular, e pela contração do digástrico, leva a mandíbula
para trás. A deglutição durante o sono é freqüente (700 vezes em média). Se
houver alguma imperfeição oclusal ao nível da relação cêntrica, haverá um
desequilíbrio na atividade muscular, repercutindo de forma desconfortável
para o indivíduo, o qual inconscientemente tentará eliminar essa imperfeição.
Como as superfícies oclusais estão precariamente em contato nesta relação, a
mandíbula é projetada violentamente para frente, procurando atingir a oclusão
cêntrica. Este acontecimento irá prejudicar sensivelmente a implantação dos
dentes incisivos superiores, provocando extensas reabsorções ósseas
alveolares, com presença de bolsas e mobilidade aumentada dos órgãos
envolvidos. Clinicamente, este fato é detectado quando o paciente acusa um
aumento do diastema dos dentes anteriores superiores, com aumento da
mobilidade e presença de bolsa.
São inúmeros os sinais clínicos que podem ser diagnosticados quando
da presença de problemas de trauma de oclusão e bruxismo associados a
relação cêntrica: trismos musculares, crepitações na ATM, dores musculares e
na nuca, zumbido no ouvido,dor dental, artrites, ...

   Relação Cêntrica, notem a falta de intercuspidação.


Máxima Interscupidação Habitual (MIH) – Também chamada de
oclusão cêntrica; é uma posição de acomodamento da mandíbula, pois a
presença dessa posição deve-se à impossibilidade de os côndilos assumirem
seu posicionamento em RC, procurando evitar contato prematuro; os côndilos
são levados para baixo, ocorrendo máximo contato dentário.

Relação de Oclusão Cêntrica (ROC) – É a posição mandibular onde
coincide a MIH e a RC; há uma harmonia do sistema mastigatório; ocorre em
apenas 10%das pessoas com dentição natural.





Espero ter ajudado a vocês pessoal.
Bom Estudo e Sucesso a TODOS !!





Referências Bibliográficas
!" Fundamentos de Oclusão em Prótese Parcial Fixa – Luis
Carlos F. Frasca e Elio Mezzomo
!" Oclusão – Seus Fundamentos e Conceitos – José dos
Santos Júnior
!" Fisiopatologia Crânio Mandibular – Omar Franklin Molina

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